descrever as questões aqui abordadas seria um murro no teclado seguido de duas taças de sorvete, um sono profundo, um piscar de olhos, uma janela, um tiro, um buraco na tela.
blogspot de Luana Raiter
Morra um pouco
Morraumpouco a cadadia. Pergunte mecomo.
Hoje morri no transito. Ataquefulminante. Um foi quando parei no semáforo, sufocada pelocalor e baixapressão, meucoração acelerou e parou. Buzinadas nosprimeirosinstantesatéque os carros percebessem que se tratava de umfalecimento. O rosto do menino no banco do carro ao meulado empalideceu e assimqueele viu o sangue escorrendo de minhaboca abraçou a mãe. Na seqüência o ataque ocorreu quando mudava de pistas. Desta vez morri ao volante. Causei uma colisão de carros o queme rendeu diversas fraturas.
Mas a morteque pratico quemaismecausaintriga, sãoaquelesemquerespirofundo, e vou. Um inspiro que acaba sem expiro. Umcorpocheio de ar, endurecido. Uma mortequenão depende de lugaroucircunstância, apenas da possibilidade de inspirar.
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